O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta segunda-feira, 31, a indicação de aliados para cargos nos Conselhos de Administração e Fiscal da Eletrobras, conforme publicado no editorial do jornal O Estado de S. Paulo.
O economista Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, foi nomeado para uma vaga no Conselho Fiscal. Já Mauricio Tolmasquim, Nelson Hubner e Silas Rondeau, todos com forte ligação à gestão petista, compõem o Conselho de Administração. Essa movimentação indica um reforço da influência do governo na Eletrobras, em um momento crítico.
Apesar das resistências do mercado, Mantega não enfrenta condenações atuais, o que facilita sua volta ao cenário público.
O presidente Lula o vê como um aliado injustiçado pela Operação Lava Jato, buscando reabilitar sua imagem após sua extinção de denúncias pela Justiça que envolviam a Operação Zelotes e as pedaladas fiscais. A ampliação dos assentos da União na Eletrobras ocorre após um acordo no Supremo Tribunal Federal.
A presença de Nelson Hubner se justifica pelo seu histórico na Agência Nacional de Energia Elétrica. Mauricio Tolmasquim traz experiência da Petrobras e da Empresa de Pesquisa Energética. Silas Rondeau, ex-ministro de Minas e Energia, completa essa equipe de especialistas. Ambos, Hubner e Rondeau, estão à frente da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional, vinculada a Itaipu e Eletronuclear, enquanto Tolmasquim tem atuação na transição energética da Petrobras.
Embora o governo busque consolidar seu controle, os acionistas minoritários demonstram cautela e críticas em relação a essas nomeações. O Partido dos Trabalhadores tem instalado figuras estratégicas para assegurar os interesses governamentais na Eletrobras, ignorando preocupações do passado e avançando de forma assertiva.